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Questão FC877639

A empresa Coração lida. possui quatro empregados que, por escolha própria, permanecem nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, após o término da jornada di

Duração do Trabalho

FCC · 2025

A empresa Coração lida. possui quatro empregados que, por escolha própria, permanecem nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, após o término da jornada diária de trabalho. Camila participa através do seu celular particular toda quinta-feira da missa de sua igreja; Coralina descansa trinta minutos de segunda a sexta-feira, na área de descanso própria da empresa antes de se deslocar para a sua faculdade; Catarina, estudante de direito, permanece durante uma hora, duas vezes por semana, na sua estação de trabalho, estudando antes de se deslocar para a faculdade; e Carlos, apesar de não ser obrigatório, diariamente, antes de ir embora, realiza a troca de sua roupa social de trabalho por uma roupa casual ou esportiva.

 

Considerando que as chefias imediatas de cada empregado concordam com a permanência deles nas dependências da empresa, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho:

  1. apenas nas hipóteses de Catarina e Carlos esse tempo será computado como período extraordinário de trabalho.
  2. em nenhuma das hipóteses esse tempo será computado como período extraordinário de trabalho.
  3. apenas nas hipóteses de Coralina, Catarina e Carlos esse tempo será computado como período extraordinário de trabalho.
  4. em todas as hipóteses esse tempo será computado como período extraordinário de trabalho.
  5. apenas na hipótese de Carlos esse tempo será computado como período extraordinário de trabalho.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa B está correta porque a lei expressamente afasta a contabilização como tempo à disposição do empregador quando o empregado, por escolha própria, permanece nas dependências para atividades particulares. A regra está prevista no Art. 4º, §2º da CLT, incluído pela Lei 13.467/2017.

Na prática, enquadram‑se nesse dispositivo: práticas religiosas (Camila), descanso em área própria (Coralina), estudo antes de ir à faculdade (Catarina) e troca de roupa quando não obrigatória pela empresa (Carlos). Essas situações são citadas pelo dispositivo legal como não computáveis como tempo extraordinário.

O simples consentimento da chefia não altera a natureza da atividade. Portanto, não se gera direito a horas extras nesses casos.

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