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Questão FC878223

Inobstante vedações inseridas nas legislações infraconstitucional e constitucional, aplicáveis à Administração Pública, em relação à recentíssima Orientação Jurisprudencial laboral

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Trabalhista

FCC · 2009

Inobstante vedações inseridas nas legislações infraconstitucional e constitucional, aplicáveis à Administração Pública, em relação à recentíssima Orientação Jurisprudencial laboral, é correto afirmar que a aposentadoria espontânea

  1. é causa de extinção do contrato de trabalho, mesmo que o empregado permaneça prestando serviços ao empregador após a jubilação, não se desobrigando o empregador do pagamento da multa de 40% do FGTS sobre a totalidade dos depósitos efetuados.
  2. é causa de extinção do contrato de trabalho, mesmo que o empregado permaneça prestando serviços ao empregador após a jubilação, não se desobrigando o empregador do pagamento da multa do FGTS sobre os depósitos efetuados no período anterior a concessão do benefício previdenciário.
  3. é causa de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando serviços ao empregador após a jubilação, não se desobrigando o empregador do pagamento da multa de 40% do FGTS sobre os depósitos efetuados no período posterior a concessão do benefício previdenciário.
  4. não é causa de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando serviços ao empregador após a jubilação, não se desobrigando o empregador do pagamento da multa de 40% do FGTS sobre a totalidade dos depósitos efetuados.
  5. não é causa de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando serviços ao empregador após a jubilação, não se desobrigando o empregador do pagamento da multa de 40% do FGTS sobre os depósitos efetuados no período anterior a concessão do benefício previdenciário.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Aposentadoria espontânea não é causa de extinção do contrato de trabalho quando o empregado continua prestando serviços ao empregador. Essa orientação foi firmada pela jurisprudência trabalhista, que reconhece a manutenção do vínculo enquanto houver prestação efetiva de trabalho.

Assim, se ocorrer a dispensa imotivada após a jubilação, o empregado faz jus à multa de 40% do FGTS calculada sobre a totalidade dos depósitos realizados no curso de todo o contrato de trabalho, inclusive os anteriores à concessão do benefício.

O fundamento é a unicidade do contrato: a percepção do benefício previdenciário não fragmenta o pacto laboral nem altera a base de cálculo das verbas rescisórias, devendo o empregador responder integralmente pelas obrigações decorrentes da rescisão.

OJ n. 361, SDI-I/TST

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