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Questão FC878272

No estudo da Teoria Geral do Direito Processual do Trabalho com enfoque nos princípios, fontes, hermenêutica e nos métodos de solução dos conflitos trabalhistas,

Princípios de Direito Processual do Trabalho

FCC · 2016

No estudo da Teoria Geral do Direito Processual do Trabalho com enfoque nos princípios, fontes, hermenêutica e nos métodos de solução dos conflitos trabalhistas,

  1. a autocomposição é uma técnica de solução dos conflitos que consiste na solução direta entre os litigantes diante da imposição de interesses de um sobre o outro, sendo exemplos desta modalidade permitida pela legislação que regula a ordem trabalhista a greve, o locaute, o poder disciplinar do empregador e a autotutela sindical.
  2. por força do princípio da subsidiariedade previsto expressamente no texto consolidado, o direito processual comum será aplicado na Justiça do Trabalho exclusivamente pelo critério da omissão da lei processual trabalhista.
  3. os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação e, não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á, obrigatoriamente, em arbitral; sendo lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.
  4. os costumes, a jurisprudência, a analogia e a autonomia privada coletiva são consideradas fontes materiais do direito processual do trabalho, conforme previsão expressa contida na Consolidação das Leis do Trabalho.
  5. os princípios da irrecorribilidade das decisões interlocutórias e da execução ex officio das sentenças se restringem aos processos que tramitam pelo rito sumaríssimo na Justiça do Trabalho.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque expressa o conteúdo do princípio da conciliação na Justiça do Trabalho, previsto no art. 764 da CLT: todo dissídio submetido ao juízo trabalhista é sempre sujeito à tentativa de conciliação.

Os magistrados devem empregar seus bons ofícios e persuasão para buscar acordo. Se não houver acordo nessa fase, o chamado juízo conciliatório transforma-se obrigatoriamente em juízo arbitral, com a prolação de decisão conforme as regras processuais aplicáveis.

Além disso, é lícito às partes celebrar um acordo que ponha fim ao processo mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório, possibilitando a composição posterior e a extinção do feito por acordo entre as partes.

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