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Questão FC879036

No tocante ao ônus da prova, segundo as previsões constantes da lei e jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar:

Das Provas (arts. 818 a 830 da CLT; arts. 369 a 484 do NCPC)

FCC · 2013

No tocante ao ônus da prova, segundo as previsões constantes da lei e jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar:

  1. É ônus do empregador que conta com mais de 10 empregados o registro da jornada de trabalho. A não apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção absoluta de veracidade da jornada de trabalho.
  2. A inversão do ônus da prova em favor do empregado é admitida no Processo do Trabalho, por meio da analogia iuris externa colhida do Código de Defesa do Consumidor, desde que, a critério do juiz, seja verossímil a alegação, ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias da experiência, ou ainda, no caso de abuso de direito de defesa do réu.
  3. O ônus de provar o término da relação empregatícia, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregado, pois se trata de fato constitutivo de seu direito.
  4. Presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem. O seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do remetente.
  5. No procedimento sumaríssimo, o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerando o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Procedimento sumaríssimo: nesse rito o juiz tem poderes amplos para dirigir a produção probatória, observando o ônus da prova de cada parte e a finalidade de celeridade e simplicidade do processo.

Isso significa que o magistrado pode limitar ou excluir provas consideradas excessivas, impertinentes ou protelatórias, evitando dilação indevida e focando no que é relevante para a decisão.

Além disso, o juiz pode livremente apreciar as provas e conferir especial valor às regras de experiência comum ou técnica, quando estas servirem para formar convicção sem necessidade de instrução complexa.

Fundamento: essa disciplina decorre do art. 852‑D da CLT e da jurisprudência do TST que orienta a atuação instrumental do juiz no procedimento sumaríssimo.

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