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Questão FC879889

Conforme a jurisprudência pacífica do TST sobre ônus da prova,

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Processual Trabalhista

FCC · 2012

Conforme a jurisprudência pacífica do TST sobre ônus da prova,

  1. o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negado o despedimento, é do empregado.
  2. a não apresentação injustificada dos controles de frequência pelo empregador que tem mais de dez empregados gera presunção absoluta de veracidade da jornada alegada na inicial.
  3. a presunção de veracidade da jornada de trabalho, salvo se prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
  4. os controles de jornada com horários invariáveis são imprestáveis como meio de prova, devendo, porém, o empregado alegar a nulidade dos mesmos, sob pena de serem os mesmos considerados válidos.
  5. a presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa está correta.

A jurisprudência pacífica do TST reconhece que a presunção de veracidade da jornada alegada pelo empregado é relativa (juris tantum), mesmo quando prevista em instrumento normativo, conforme a Súmula 338, II.

Isso significa que tal presunção favorece o empregado, mas pode ser elidida por prova em contrário produzida pelo empregador. São exemplos de prova em contrário: registros eletrônicos idôneos, documentos, prova testemunhal consistente e perícia técnica.

Na prática, a regra protege o trabalhador diante de ausência ou insuficiência de controles, mas não impede que o empregador, com prova robusta, demonstre a jornada efetiva diversa daquela alegada.

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