Questão FC88421
Jaime foi preso em flagrante por ter furtado uma bicicleta havia dois meses. Conduzido à delegacia, Jaime, em depoimento ao delegado, no auto de prisão em flagrante, confessou que
Da Prisão, das Medidas Cautelares e da Liberdade Provisória (arts. 282 a 350 do CPP)
CEBRASPE (CESPE) · 2019
A respeito da situação hipotética precedente, julgue o item a seguir.
O delegado de polícia não poderia deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante de Jaime, mesmo que tivesse observado a ausência da atualidade do flagrante, nem caberia a ele sugerir o arquivamento do inquérito em relatório final, uma vez que a ação do delegado em sede de investigações policiais é regida pelo princípio do in dubio pro societate e deve fazer prevalecer o interesse público sobre o individual.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada errada porque mistura conceitos incompatíveis com o ordenamento.
Se não há a atualidade do flagrante, não se justifica a lavratura de auto de prisão em flagrante, a prisão será ilegal e a autoridade deve abster‑se de formalizar situação que contrarie o art. 302 do CPP.
Por outro lado, também é incorreto invocar o princípio in dubio pro societate para legitimar atos que violam requisitos legais, o princípio não autoriza suprir a ausência de pressupostos legais.
Ademais, a autoridade policial deve elaborar um relatório objetivo dos fatos; a formação da opinio delicti e a decisão sobre arquivamento ou o oferecimento da ação penal são atribuições do Ministério Público, não do delegado.
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