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Questão FC889976

João, servidor público do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS), no exercício de atividade-meio, figura como fiscal e ordenador de despesas em contrato de prestação de s

Legislação do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (TJMS)

FGV · 2026

João, servidor público do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS), no exercício de atividade-meio, figura como fiscal e ordenador de despesas em contrato de prestação de serviços setoriais.

Ante a ausência de prestação de contas ao término da execução do contrato, em sede de fiscalização, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul requisita documentos e informações para fins de tomada de contas, tendo sido peremptoriamente negadas por João.

Nesses termos, a conduta de João de negar acesso a documentos e informações ao controle externo exercido pela Corte de Contas, está

  1. correta, visto que o TCE-MS não exerce qualquer controle sobre o TJMS.
  2. incorreta, visto que é vedado ao servidor opor empecilho de qualquer natureza à fiscalização dos órgãos de controle interno e externo.
  3. correta, visto que o dever é de prestar contas apenas ao controle interno do próprio TJMS.
  4. incorreta, visto que todas as requisições de órgãos de controle externo devem ser atendidas pelo servidor no prazo de até 72 horas.
  5. correta, visto que o controle externo do TJMS é exercido apenas pelo Conselho Nacional de Justiça.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O Código de Ética do Poder Judiciário do MS proíbe expressamente, no art. 5º, XII, "opor empecilho de qualquer natureza à fiscalização dos órgãos de controle interno e externo". Essa é a regra norteadora do dever de transparência e de cooperação com o controle.

No caso, João, embora exerça atividade-meio, atua como fiscal e ordenador de despesas; ao negar peremptoriamente documentos e informações solicitados pelo TCE-MS em processo de tomada de contas, ele obstruiu o exercício do controle externo e frustrou o dever de prestar contas.

Tal conduta configura infração ética e pode acarretar responsabilização disciplinar, civil e administrativa, além de comprometer a regularidade do contrato e a confiabilidade da gestão pública.

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