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Questão FC100253

Ana, gestante, com vinte e sete anos de idade, compareceu ao conselho tutelar de sua região para obter orientações sobre seus direitos e os direitos de seu filho ainda em gestação.

Lei nº 13.257/2016 - Estatuto da Primeira Infância (arts. 1º ao 17)

CEBRASPE (CESPE) · 2019

Ana, gestante, com vinte e sete anos de idade, compareceu ao conselho tutelar de sua região para obter orientações sobre seus direitos e os direitos de seu filho ainda em gestação. Tinha dúvida quanto à possibilidade de indicar um acompanhante para o seu atendimento pré-natal, seu trabalho de parto e seu pós-parto imediato, todos no Sistema Único de Saúde. Como sua gestação foi considerada de alto risco, Ana também quis saber se poderá acompanhar seu filho caso ele precise de internação hospitalar em unidade de terapia intensiva logo após o parto. Além disso, Ana revelou seu interesse em entregar o recém-nascido para a adoção após o parto e gostaria de saber sobre as consequências disso.

Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir, de acordo com o ECA e com a Lei n.º 13.257/2016 (Marco Legal da Primeira Infância).

Caso o filho de Ana necessite de internação em estabelecimento de atendimento a saúde em unidade de terapia intensiva logo após o parto, deverão ser proporcionadas condições para a permanência de um dos pais com a criança, em tempo integral.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A questão abordada diz respeito ao direito fundamental da criança e à proteção da saúde dos recém-nascidos. Essa proteção é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura aspectos cruciais para o desenvolvimento saudável dos pequenos. O artigo 12 do ECA é claro ao afirmar que "os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente." Isso significa que, em situações em que um recém-nascido precise ser internado, é um direito inalienável que pelo menos um dos pais possa estar presente, proporcionando o suporte emocional e afetivo tão necessário durante esses momentos delicados. Assim, a afirmação na questão está correta, pois reflete a realidade de proteção e cuidado que deve ser garantida a Ana e ao seu filho, especialmente considerando que sua gestação foi classificada como de alto risco. É fundamental que todos no sistema de saúde respeitem e implementem esse direito, conferindo não apenas cuidados médicos, mas também a presença acolhedora de um familiar. Portanto, a resposta é CERTA.

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