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Questão FC100255

Ana, gestante, com vinte e sete anos de idade, compareceu ao conselho tutelar de sua região para obter orientações sobre seus direitos e os direitos de seu filho ainda em gestação.

Lei nº 13.257/2016 - Estatuto da Primeira Infância (arts. 1º ao 17)

CEBRASPE (CESPE) · 2019

Ana, gestante, com vinte e sete anos de idade, compareceu ao conselho tutelar de sua região para obter orientações sobre seus direitos e os direitos de seu filho ainda em gestação. Tinha dúvida quanto à possibilidade de indicar um acompanhante para o seu atendimento pré-natal, seu trabalho de parto e seu pós-parto imediato, todos no Sistema Único de Saúde. Como sua gestação foi considerada de alto risco, Ana também quis saber se poderá acompanhar seu filho caso ele precise de internação hospitalar em unidade de terapia intensiva logo após o parto. Além disso, Ana revelou seu interesse em entregar o recém-nascido para a adoção após o parto e gostaria de saber sobre as consequências disso.

Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir, de acordo com o ECA e com a Lei n.º 13.257/2016 (Marco Legal da Primeira Infância).

Por ter manifestado interesse em entregar seu filho para adoção, nos termos disciplinados pelo ECA, Ana deverá ser obrigatoriamente encaminhada, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A questão apresentada toca em temas cruciais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei nº 13.257/2016, que é o Marco Legal da Primeira Infância. Quando Ana expressa sua intenção de entregar seu filho para adoção, ela está acionando um direito previsto no § 1º do artigo 13 do ECA, que estabelece que as gestantes que manifestam esse desejo devem ser enviadas, sem qualquer tipo de constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude. Essa medida visa garantir que a decisão de Ana seja respeitada e que ela tenha acesso ao suporte necessário durante todo o processo, assegurando, assim, os direitos do recém-nascido e da própria mãe. Portanto, a resposta correta é "CERTO", já que o encaminhamento à Justiça é um procedimento legal estabelecido precisamente para proteger a dignidade da gestante e a eventual criança, demonstrando que a adoção é uma questão que deve ser tratada com seriedade e respeito a todas as partes envolvidas.

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