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Questão FC100597

Jenifer é proprietária de uma auto-escola e está sendo acusada de falsificar carteiras de habilitação e entregá-las como autênticas aos alunos, que pagaram pelo curso e não passara

Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica

CEBRASPE (CESPE)

Jenifer é proprietária de uma auto-escola e está sendo acusada de falsificar carteiras de habilitação e entregá-las como autênticas aos alunos, que pagaram pelo curso e não passaram no exame, sob a alegação de que o departamento de trânsito as enviou. Para provar sua inocência, ela interceptou e gravou conversas telefônicas em que Charlie, empregado da auto-escola, confessava a autoria do crime.

Com base nessa situação hipotética e no referente à prova, julgue o seguinte item.

Jenifer, por seu advogado, poderá requerer a degravação das fitas gravadas à autoridade policial, que não estará obrigada a deferir o pedido. No processo, Jenifer poderá ser absolvida com base na prova, que não servirá para alicerçar processo contra Charlie.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Jenifer, por seu advogado, poderá requerer a degravação das fitas à autoridade policial, porém esta não estará obrigada a deferir o pedido, por razões práticas relativas ao volume das interceptações, cabendo à autoridade decidir o modo e a extensão da transcrição, sem prejuízo de disponibilizar o teor às partes.

A gravação, embora obtida de forma irregular, pode ser admitida no processo em benefício de Jenifer, por força do princípio pro reo, que privilegia o direito de defesa e a presunção de inocência, permitindo sua utilização para afastar a acusação contra ela.

Entretanto, essa mesma prova não pode servir de base para condenar Charlie, porque a utilização contra terceiros ampliaria efeitos de prova ilícita em prejuízo de direitos fundamentais, vedada pela regra da ilicitude da prova quando não beneficia o acusado.

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