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Questão FC100661

O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e de drogas. Além de ter a sua biodiversidade ameaçada, o Brasi

Lei nº 9.605/1998 - Lei do Meio Ambiente (crimes)

CEBRASPE (CESPE)

O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e de drogas. Além de ter a sua biodiversidade ameaçada, o Brasil perde, anualmente, com o tráfico, uma quantia financeira incalculável e perde ainda uma gama irrecuperável de seus recursos genéticos. O mercado interno de animais comercializados ilegalmente movimenta muito pouco se comparado ao mercado externo. Os valores alcançados internamente dificilmente ultrapassam a casa dos US$ 200,00 por animal, enquanto, no mercado internacional, esses mesmos animais atingem facilmente valores na casa de dezenas de milhares de dólares. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é vendido internamente por R$ 500,00 e na Europa é facilmente comercializado por US$ 20.000,00. O melro (Gnorimopsar chopi) é encontrado nas feiras livres do sul do país por R$ 80,00 e nos EUA por US$ 2.500,00.

Rede nacional de combate ao tráfico de animais silvestres - RENCTAS. Internet: <http://www.renctas.org.br>. Acesso em 10/8/2004 (com adaptações).

Tendo o tema abordado no texto acima por referência inicial, julgue o item a seguir.

A pena para a captura de animais de espécies ameaçadas de extinção independe de que esse delito tenha sido realizado dentro ou fora de unidades de conservação, já que a legislação brasileira de crimes ambientais visa punir crimes contra a fauna silvestre de forma generalizada.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação foi julgada errada porque a legislação ambiental brasileira prevê circunstâncias que agravam a pena quando o crime contra a fauna ocorre em local protegido.

Especificamente, o art. 29, §4º, inciso V, da Lei nº 9.605/1998 estabelece que a pena é aumentada de metade se o crime for praticado em unidade de conservação. Assim, a sanção penal não é a mesma em qualquer lugar, existindo tratamento mais severo para ofensas cometidas no interior de áreas protegidas.

Portanto, afirmar que a pena "independe" do local é incorreto, pois a lei prevê expressamente o aumento da pena em razão do local protegido, além de outras causas de aumento aplicáveis conforme o caso concreto.

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