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Questão FC156244

Acerca do uso da força no âmbito do direito internacional, julgue (C ou E) o seguinte item. Segundo a Carta das Nações Unidas, o exercício do direito à legítima defesa por Estado-m

Sujeitos de DIP

CEBRASPE (CESPE) · 2024

Acerca do uso da força no âmbito do direito internacional, julgue (C ou E) o seguinte item.

Segundo a Carta das Nações Unidas, o exercício do direito à legítima defesa por Estado-membro das Nações Unidas deve ser informado imediatamente ao Conselho de Segurança e restringe as ações desse órgão da ONU na tomada de providências para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: O item apresentado é considerado ERRADO por uma série de razões fundamentais que se conectam diretamente com o arcabouço jurídico da Carta das Nações Unidas. Em primeiro lugar, a ONU estabelece um rigoroso regime em torno do uso da força, sustentando o princípio da não utilização da força nas relações internacionais, conforme expresso no Artigo 2, parágrafo 4. Este artigo defende que todos os membros devem evitar qualquer ameaça ou uso da força que atente contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, consolidando a proibição de ações unilaterais que visem a solução de conflitos.

O Artigo 51 da Carta introduz o conceito de legítima defesa, permitindo que um Estado atue em defesa própria quando está sob ataque armado, mas condicionando essa ação à comunicação imediata ao Conselho de Segurança. Entretanto, é crucial notar que essa comunicação visa informar o Conselho, mas não limita suas ações. O Conselheiro é, na verdade, o responsável último por restabelecer a paz e a segurança internacional, e a legítima defesa dos Estados é apenas um direito secundário e temporário, que deve ser exercido até que o Conselho tome as medidas adequadas. Portanto, uma vez que o Conselho de Segurança se mobilize, o direito à legítima defesa perde sua relevância, deixando claro que o poder de decidir sobre o uso da força deve sempre restar nas mãos desse órgão central da ONU.

Assim, a afirmação inicial ignora a dinâmica que rege a relação entre a legítima defesa e o papel do Conselho, resultando em uma interpretação equivocada da Carta das Nações Unidas.

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