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Questão FC323979

A autoridade policial, no curso de uma investigação de crime de organização criminosa do art. 2.º da Lei n.º 12.850/2013, formula requisição direta a provedor de conexão, com funda

Lei nº 12.850/2013 - Crime Organizado (Antiga Lei nº 9.034/1995)

CEBRASPE (CESPE) · 2022

A autoridade policial, no curso de uma investigação de crime de organização criminosa do art. 2.º da Lei n.º 12.850/2013, formula requisição direta a provedor de conexão, com fundamento no art. 15 dessa mesma lei, para o fornecimento de dados cadastrais vinculados a determinado endereço de Internet Protocol e da porta lógica, em datas e horários especificados, sobretudo de informações sobre o nome completo do usuário, a filiação, as contas de email associadas e demais dados existentes. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.

  1. O direito à proteção dos dados pessoais nos meios digitais não está expressamente previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
  2. As contas do email são abrangidas pela definição de dados cadastrais que não são protegidos pelo direito à privacidade.
  3. O pedido final de “demais dados existentes” não ofende o direito à privacidade.
  4. A obtenção de dados pessoais do investigado por meio de fontes abertas se sujeita sempre ao princípio da reserva da jurisdição.
  5. A integridade da prova digital diz respeito à garantia da não alteração do dado coletado durante o tratamento e assegura a possibilidade do exercício da ampla defesa e do contraditório por parte do investigado na persecução criminal.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A assertiva está correta porque a integridade da prova digital significa garantir a não alteração do dado coletado desde a captura até sua apresentação em juízo.

Essa garantia envolve procedimentos técnicos e administrativos — por exemplo, cadeia de custódia, registros de acesso, cálculos de hash e imagens forenses — que preservam conteúdo e metadados.

Quando a integridade é assegurada, a prova torna‑se passível de verificação independente e reconstituível, permitindo perícia e confrontação.

Isso é essencial para o exercício do contraditório e da ampla defesa, pois o investigado pode impugnar ou validar a materialidade e a autoria com base em elementos íntegros.

Sem essa preservação, a prova digital perde confiabilidade e pode ser desconsiderada, comprometendo a regularidade da persecução criminal.

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