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Questão FC350882

A respeito da lei dos juizados especiais cíveis — Lei n.º 9.099/1995, assinale a opção correta.

Do Procedimento Sumaríssimo (Juizados Especiais)

CEBRASPE (CESPE) · 2005

A respeito da lei dos juizados especiais cíveis — Lei n.º 9.099/1995, assinale a opção correta.

  1. A presunção de veracidade dos fatos alegados no pedido inicial decorre da ausência do demandado à sessão de conciliação ou à audiência de instrução, e não da falta de defesa. Assim, será decretada a revelia do réu que não comparecer à audiência de instrução e julgamento, ainda que compareça o seu advogado ou que seja apresentada defesa escrita.
  2. Segundo os princípios da simplicidade e da informalidade que regem o julgamento nos juizados especiais, qualquer que seja o valor da causa, a parte vencida, ainda que não possua capacidade postulatória, poderá recorrer pessoalmente da decisão monocrática e requerer a sua revisão pela turma recursal.
  3. Caso seja proposta ação monitória, perante o juízo cível, objetivando o recebimento da quantia de R$ 500,00, representado por um cheque prescrito, deverá o juiz declinar de sua competência em razão do valor da causa e remeter os autos a uma das varas do juizado especial cível.
  4. Contra a decisão proferida em última instância pelo juizado especial cível que afronta a lei infraconstitucional, é cabível o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A regra dos Juizados Especiais prevê a presunção de veracidade dos fatos alegados na petição inicial quando o demandado não comparece à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento (art. 20 da Lei n.º 9.099/1995). Essa presunção não decorre da mera ausência de defesa escrita, mas sim do não comparecimento pessoal da parte.

Consequentemente, opera-se a revelia se o réu deixar de comparecer à audiência de instrução e julgamento, mesmo que esteja presente seu advogado ou já tenha sido apresentada defesa por escrito. O objetivo é assegurar a participação direta da parte na produção de prova oral e na conciliação.

Importante: a presunção é relativa — salvo se o contrário resultar da convicção do Juiz — sendo possível afastá‑la quando houver elementos robustos em sentido diverso ou prova inequívoca em favor do réu.

Na prática, a presença pessoal é obrigatória (a pessoa jurídica pode atuar por preposto); a ausência importa perda da oportunidade de contestar fatos em juízo, com risco de procedência automática do pedido inicial.

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