Questão FC385822
César foi adotado, por sentença transitada em julgado, quando era bebê, por Mariana, que não lhe revelou a condição de mãe adotiva. Ele descobriu o fato quando tinha 12 anos, por t
Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
FCC · 2021
César foi adotado, por sentença transitada em julgado, quando era bebê, por Mariana, que não lhe revelou a condição de mãe adotiva. Ele descobriu o fato quando tinha 12 anos, por terceiros, e desde então mantém uma relação muito conflituosa com Mariana, que também declara desinteresse em manter a adoção. Diante disso, considerando o que dispõe expressamente o Estatuto da Criança e do Adolescente,
- César deverá aguardar a maioridade civil para pedir acesso ao seu processo de adoção e conhecer sua história e a identidade de seus pais naturais.
- a devolução de César por Mariana importará, entre outras possíveis consequências, na sua exclusão dos cadastros de adoção e na vedação de renovação de sua habilitação.
- César poderá demonstrar em juízo, mediante avaliação psicossocial, que sua adoção por Mariana não mais atende seus superiores interesses e, assim, postular sua anulação.
- à Mariana, por se tratar de mãe adotiva, é vedada a possibilidade de ter extinto seu poder familiar se manifestar em juízo concordância com nova adoção de César.
- se César for encaminhado para serviço de acolhimento institucional, Mariana responderá pelos custos integrais de sua estadia no serviço.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Na hipótese apresentada, a devolução de César por Mariana, ocorrendo após o trânsito em julgado da sentença de adoção, produz efeitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O artigo 197‑E, §5º dispõe que a desistência do pretendente ou a devolução da criança ou do adolescente depois do trânsito em julgado da sentença de adoção importará na exclusão dos cadastros de adoção e na vedação de renovação da habilitação do adotante.
Em outras palavras, se Mariana devolver César, haverá, entre outras consequências legais, sua retirada dos registros oficiais de adotantes e impedimento de nova habilitação para adoção.
Ressalta‑se que a norma admite exceção apenas por decisão judicial fundamentada, sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação.
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