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Questão FC385840

A desjudicialização do atendimento é apontada por alguns autores como uma das tendências incorporadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente − ECA para a proteção dos direitos d

Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

FCC · 2015

A desjudicialização do atendimento é apontada por alguns autores como uma das tendências incorporadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente − ECA para a proteção dos direitos da população infanto-juvenil. Todavia, para algumas situações, ainda reservou a lei a necessidade de intervenção judicial específica. Nessa linha, segundo prevê expressamente o ECA, é necessária

  1. prévia autorização judicial para que adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade realizem atividades externas.
  2. decisão judicial para que se possa aplicar medida de advertência a pais ou responsável quando, por ação ou omissão, ameacem ou violem direitos de seus filhos.
  3. autorização, por, alvará judicial, para que os adotantes internacionais, após trânsito em julgado da sentença de adoção, possam obter o passaporte da criança/adolescente adotado.
  4. autorização, por alvará judicial, para a participação de menores de 18 (dezoito) anos em campeonatos desportivos durante o período letivo, nos horários de aula (inclusive noturnos), salvo se relativos à própria disciplina e organização do estabelecimento escolar frequentado pela criança ou adolescente.
  5. autorização judicial para permitir que os pais ou responsável visitem, em serviços de acolhimento institucional, crianças que foram afastadas de seu convívio por suspeitas de maus-tratos ou abuso.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê expressamente, no Art. 52, §9º, exigência de autorização judicial para a finalização documental da adoção internacional.

Transitado em julgado o processo de adoção, a autoridade judiciária deve determinar a expedição de alvará com autorização de viagem e para a obtenção de passaporte da criança ou adolescente adotado.

O alvará deve conter as características identificadoras (idade, cor, sexo, sinais peculiares), foto recente, a impressão digital do polegar direito e vir instruído com cópia autenticada da decisão e da certidão de trânsito em julgado.

Essa rigidez documental tem finalidade protetiva: evita fraudes e facilita a identificação e fiscalização em deslocamentos internacionais, resguardando o interesse superior da criança.

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