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Questão FC427274

Suponha que determinado Secretário de Estado pretenda delegar a seu Chefe de Gabinete algumas das competências que recebeu, por delegação, do Governador do Estado, objetivando com

Legislação Administrativa do Estado da BA

FCC · 2023

Suponha que determinado Secretário de Estado pretenda delegar a seu Chefe de Gabinete algumas das competências que recebeu, por delegação, do Governador do Estado, objetivando com isso facilitar a rotina administrativa da Pasta. De acordo com a disciplina estabelecida na Lei estadual nº 12.209/2011, que trata do processo administrativo no âmbito da Administração pública do Estado da Bahia, tal pretensão afigura-se juridicamente

  1. inviável, salvo nó que concerne a atos normativos que estabeleçam obrigações de caráter geral aos administrados.
  2. viável, desde que se restrinja às competências para decidir recursos administrativos em procedimento disciplinar.
  3. viável, apenas se autorizada expressamente a subdelegação e manejada na forma e nos limites previstos no ato delegatório.
  4. inviável, pois as competências de agentes políticos são indelegáveis, salvo para outros agentes dessa mesma categoria.
  5. inviável, pois a delegação pressupõe o mesmo nível hierárquico, sendo vedado delegar competências ou atribuições a subordinados.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Nos termos da Lei Estadual n.º 12.209/2011 (art. 72, IV), a subdelegação das atribuições que um Secretário recebeu por delegação do Governador só é admissível se houver autorização expressa para tanto no próprio ato delegatório.

Isso significa que, para transferir tais competências ao Chefe de Gabinete, o Secretário precisa de previsão clara e formalizada que permita a subdelegação e que especifique a forma e os limites dessa transmissão.

Na prática exige-se um ato administrativo que descreva poderes delegados, alcance, eventual prazo e condições. Persistem a obrigação de observância dos limites estabelecidos e a responsabilidade do delegante pelos atos praticados.

Subdelegação sem autorização expressa ou além dos limites previstos é juridicamente inválida, podendo acarretar nulidade dos atos e responsabilização administrativa.

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