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Questão FC601927

Considerando a situação peculiar do adolescente como pessoa em desenvolvimento e em situação de risco por conflito com a lei, assinale a alternativa incorreta, segundo o disposto n

Lei nº 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Com. Exam. (MPDFT) · 2025

Considerando a situação peculiar do adolescente como pessoa em desenvolvimento e em situação de risco por conflito com a lei, assinale a alternativa incorreta, segundo o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo e no entendimento jurisprudencial:

  1. À luz do princípio da homogeneidade, a segregação provisória não pode ser mais gravosa do que a medida socioeducativa definitiva previsível para o caso concreto, inexistindo elementos que indiquem periculosidade iminente ou risco à ordem pública.
  2. A liberação da medida socioeducativa de internação é obrigatória quando o jovem alcança os 21 anos de idade.
  3. A superveniência da maioridade penal não interfere na apuração de ato infracional nem na aplicabilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto não atingida a idade de 21 anos.
  4. A internação-sanção pode ser aplicada por descumprimento reiterado e injustificado de medida socioeducativa, até o limite de três meses.
  5. As medidas socioeducativas ao serem executadas, por possuírem a finalidade essencialmente pedagógica e ressocializadora não estão vinculadas aos princípios de proporcionalidade, brevidade e individualização próprias do direito penal comum.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Incorreta. Embora as medidas socioeducativas tenham natureza pedagógica e ressocializadora, isso não as exime de observar princípios fundamentais.

O ECA e a Lei do SINASE exigem a individualização das medidas, a proporcionalidade entre a falta e a resposta estatal e a brevidade ou temporização como regra, com reavaliações periódicas e favorecimento de medidas menos gravosas.

A jurisprudência consolidou esse entendimento, vedando tratamentos arbitrários ou penas equiparadas às do adulto. Assim, não procede afirmar que as medidas socioeducativas estejam desvinculadas desses princípios.

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